Oi, todo mundo.
Queridos, eu devo estar pior da cabeça. Porque não basta o tanto de coisa que tenho para fazer, agora inventei de criar um blog. Talvez seja saudade dos tempos de repórter. Vamos se vai durar. E se vai ter ibope.
Minha idéia é escrever - e debater com vocês - crônicas, resenhas, comentários, desabafos e o que mais me der na telha. Por enquanto, com as coisas pegando fogo aqui no trabalho, vou desvirginar o "Conversa Besta" (ou Cunvessabesta!, como diz o sotaque pernambucano) com um textículo bacana que recebi de Ana Cláudia, amiga daí de Recife.
É bonitinho, criativo e chega a emocionar. Talvez porque eu já tenha feito um monte de coisas que o camarada escreveu. Ou tenha tido vontade de fazer, sei lá... Espero que gostem. E que me desculpem se acharem piegas... Aí está:
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RH
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Em um processo seletivo da Volkswagen, uma das etapas era uma redação sobre o tema "Descreva em poucas linhas a sua experiência". Vejam a redação de quem foi selecionado:
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista..
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em arvore pra roubar fruta, já caí da escada.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"- Qual sua experiência?".
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "experiência...experiência..."
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não, talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"
(Autor desconhecido)

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